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4 passos para o controle da degradação ambiental em locais de regeneração florestal

Alicia Magno


As ações humanas são os principais fatores que levam à deterioração ambiental. O desmatamento é o início desse processo, onde a vegetação natural é substituída por pastagens, cultivos agrícolas ou pela construção de obras. De acordo com as tecnologias utilizadas, a intensidade da exploração e o nível social da comunidade, a degradação ambiental do local pode ocorrer de forma gradual ou rápida. Dessa forma, quando uma área é destinada à recuperação florestal, algumas medidas devem ser tomadas para eliminar ou minimizar os fatores de degradação ambiental da localidade, a fim de facilitar o processo de regeneração florestal.

Quais são as principais estratégias para o controle da degradação ambiental?

1. Isolamento da área

O isolamento da área é essencial em algumas recuperações florestais, principalmente

quando estas se encontram em locais que eram destinados a pastagens ou tenham pastagens adjacentes. Nesses casos, recomenda-se que a área seja cercada para impedir o acesso dos animais e o consequente pisoteio e danos às plantas, provenientes de regeneração natural e/ou plantios. Se for preciso, deve-se planejar o acesso à região a ser restaurada, como por exemplo, em situações de disponibilidade hídrica e manejo sustentável dos recursos naturais.


2. Controle do fogo

Independentemente de ser intencional ou acidental, as queimadas e a subsequente propagação do fogo para áreas em recuperação e/ou plantadas representam uma séria ameaça à restauração florestal. No caso de áreas próximas a pastagens, é possível evitar a propagação do fogo por meio da criação e manutenção de faixas de segurança, chamadas de aceiros. Os aceiros são espécies de “corredores” abertos na vegetação, e atuam como uma barreira contra fogo retardando a propagação de incêndios. Vale ressaltar que os aceiros devem ser realizados e mantidos de acordo com as práticas sustentáveis florestais estabelecidas.


3. Controle de formigas cortadeiras

Os prejuízos causados por formigas cortadeiras também podem comprometer a estratégia de recuperação, especialmente devido aos danos causados às plantas jovens oriundas de regeneração espontânea ou mesmo do plantio de mudas. A gestão pode ser feita quando atingirem o nível de dano ou logo após a limpeza e preparação da área, pelo menos 30 dias antes do plantio. Cada método de controle requer o uso de ingredientes ativos e equipamentos diferentes, além de exigir o uso adequado de equipamentos de proteção individual (EPI) e seguir as recomendações do fabricante. Em sistemas agroflorestais ou em áreas com restrições ao uso de pesticidas, é recomendado o uso de formulações à base de produtos naturais, como por exemplo, à base de gergelim ou mamona.


4. Controle de plantas competidoras

A presença e o aumento de espécies invasoras na área em processo de recuperação

podem prejudicar o desenvolvimento das plantas desejadas, especialmente as mais jovens,

tanto as que surgem naturalmente quanto as estabelecidas por meio do plantio de mudas

ou sementes. Essas daninhas competem com as espécies cultivadas por água, luz e

nutrientes presentes no solo, podendo comprometer o crescimento e desenvolvimento das

plantas voltadas para a recuperação florestal.


Quais estratégias devem ser adotadas para o controle de daninhas em diferentes tipos de áreas recuperadas?

● Regeneração Natural com Manejo: o controle das plantas competidoras pode ser feito por meio de roçada manual ou uso de herbicidas de baixa toxicidade para o meio ambiente;

● Plantio em Área Total: o controle das plantas invasoras pode ser realizado de quatro maneiras: roçada manual seletiva; roçada mecanizada; uso de plantas de cobertura; aplicação de herbicidas de baixa toxicidade para o meio ambiente;


● Sistemas Agroflorestais: o uso de herbicidas não é habitual para o controle de plantas invasoras, priorizando métodos mais naturais, como corte manual ou mecanizado e o uso de plantas de cobertura.


Vale salientar que a combinação de diferentes métodos de controle também pode ser necessária, dependendo da estratégia de recuperação, da área em questão, do nível de competição e das espécies invasoras predominantes.


Referências Bibliográficas

EMBRAPA. Codigo Florestal. Adequação Ambiental da Paisagem Rural. Brasília: Empresa

Brasileira de Pesquisa Agropecuária, . Medidas para o controle de fatores de degradação

ambiental. Disponível em:

https://www.embrapa.br/codigo-florestal/estrategias-e-tecnicas-de-recuperacao/controle-de-f

atores-de-degradacao. Acesso em: 20 mai. 2023.

RDG. Soluções Ambientais. O que são aceiros. : RDG, . . Disponível em:

https://www.rdg.eco.br/atividades/aceiro. Acesso em: 20 mai. 2023.

LIMA, P. C. F. Áreas degradadas: métodos de recuperação no semiárido brasileiro. 2004.

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