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Melhoramento genético: o que é um transgênico?

Por Isabel Akemi Mizutani


O melhoramento genético é a modificação do material genético em laboratório, através da introdução de alelos de uma outra espécie, a fim de selecionar indivíduos com melhores desempenhos. Dessa forma, chamamos de transgênico um organismo que foi melhorado geneticamente.


O fenótipo, que são as características observáveis de um indivíduo, é o resultado da interação entre seu genótipo (constituição genética) e as condições do ambiente em que se encontra. Por isso, antes de realizar o melhoramento genético, é necessário saber como é essa interação, para que se escolha o melhor genótipo para um ambiente.


Melhoramento genético florestal




Imagem: Mata Nativa, 2019


Na área florestal, esse procedimento é feito para que as árvores tenham melhor crescimento e produtividade; as propriedades físicas e químicas da madeira alteradas; maior resistência a doenças e tolerância a estresses abióticos; entre outros motivos. No Brasil, o programa de melhoramento genético florestal teve maior desenvolvimento a partir de 1967, quando foi implantada a lei de incentivos fiscais ao reflorestamento, para produzir principalmente carvão vegetal e madeira para as indústrias.


Como as árvores levam alguns anos para florescer, algumas empresas estão cultivando-as em vasos, como se fossem bonsais, para que elas floresçam mais rápido, apesar da menor altura, e os cruzamentos para o melhoramento genético possam ser feitos mais facilmente.


Sugestão: se você se interessa pelo tema “Bonsai”, clique aqui para saber mais sobre a sua história.


A clonagem é um dos métodos mais utilizados nesse processo, e consiste na plantação dos clones sob diferentes condições para testar a superioridade do seu material genético. A vantagem disso é a possibilidade de escolher uma árvore que já possui um bom desempenho e submeter seus clones a essas condições.


Como o uso de árvores transgênicas é recente e seu processo é demorado, ainda não existe muito conhecimento sobre os seus riscos e benefícios, entretanto, podemos citar entre eles:


Riscos:


  • Interações químicas com organismos vivos;

  • Redução na eficiência do controle de pragas, porque tornam-se mais resistentes;


Benefícios:


  • O uso de espécies melhoradas diminui a exploração florestal nativa e da biodiversidade;

  • Diminuição de áreas contaminadas por meio do plantio de espécies fitorremediadoras, que são plantas melhoradas que removem ou tornam o poluente inofensivo;

  • Melhor aproveitamento de áreas degradadas.


Referência Bibliográfica


CARVALHO, Fernanda. Melhoramento Genético Florestal. Mata Nativa, 2019. Disponível em: <https://www.matanativa.com.br/melhoramento-genetico-florestal/>. Acesso em: 29 jun. 2021.


GOLLE, Diego Pascoal et al. Melhoramento florestal: ênfase na aplicação da biotecnologia. Scielo, 2009. Disponível em: <https://www.scielo.br/j/cr/a/GRsdGwxdrVRWgnmY3chbFRh/?lang=pt>.



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